segunda-feira, 11 de novembro de 2013

- Ontem eu não dormi, passei a noite em claro. Virava e revirava na cama, tentando me cansar de todas as formas, mas nada de sono. Milhares de pensamentos flutuando, um olhar pro teto que nunca cessou, um nó e secura na garganta que talvez incite a minha falta de palavras. a palavra me atinge assim, fisicamente. Pela manhã, já cansado de travar batalhas com o sono, resolvi levantar. Fui ao banheiro. A secura ainda presente na garganta. forcei um escarro, cuspi sangue na pia. Tomei um banho de cabeça e agora estou aqui, te escrevendo esta carta que não sei aonde pode me levar. Quer dizer, sei bem: um suspiro de esperança capaz de talvez me salvar do dia. Eu que sempre atrapalhado e introvertido, preciso ser salvo por todos. É uma espécie de pedido de socorro juntamente com uma marca de pecado de nascimento: precisar da mão de todos.






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