terça-feira, 24 de abril de 2012

Dois na cama
Falo-te instante, desenhos assimétricos, hálito-pescoço, liberdade sentida nas pontas dos dedos, ultrapassando fronteiras, no esperma quente que sai pra vida ou pra morte. Gravidade zero das idéias costumeiras do pensar, do gritar, do agitar-se, debater-se, ser-te! ar rarefeito. Sonhos: Abraço a sua solidão fortemente e pra isso, só preciso das retinas. Sinto o teu pulsar a passos largos. Levo-te dentro da carne. Adentrar-me-ei ti, nós, tudo! Larva. Semiótica com pernas de extraterrestres, direto de Marte. Caminhamos para as entrelinhas do cotidiano. Diluir-me, nous, na cama de pregos, gozo-latente. Semente brotando. Ir-se. Voltar. Completude circular. Café, querido?

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