sábado, 9 de outubro de 2010

Sobre a rima entre amor e dor.

Poesia de Paulo Leminski

Ainda pouco falava com uma amiga, por msn mesmo, e estava dizendo que em novembro farei a primeira tatuagem. Ela me perguntou o que eu iria tatuar e onde, respondi que um trechinho de algo de Vinicius de Moraes, nas costelas, do lado direito.

- Magno, vai doer, eu sei que tatuagem dói.
Então eu retruquei:
 - Sylvia, dor maior que a do desamor, não deve existir, e por essa eu já passei, ou passo ainda, não sei. Tatuagem deve ser fichinha, então, estou pronto pra tudo.

4 comentários:

Bruno Dezinho disse...

Acredita que esse foi um dos meus argumentos quando fui fazer a minha? Há dores que doem mais do que certas dores físicas... na verdade, essas são as que doem de verdade. Mas não falemos só de dor. Eu te quero bem, quero ver-te bem. E eu adorei essa poema do Leminsky.

cinefilapornatureza disse...

Que bonito, Magno! Tanto o poema do Paulo Leminski quanto o que você escreveu no post.

Sylvia disse...

me alegro ao ver que nossa conversa rima com as palavras de Leminski, com o amor e a dor...
há certos amores que nós desamamos...
eu te amo, e é pra sempre viu

Paulo disse...

A intensidade das dores é indiscutível. Mas é fato que não escolhemos o desamor, mas você escolhe sentir a dor da tatoo, o que muda tudo.