quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Já são 22 páginas de puro silêncio, abalos e derivados do mesmo fim.


Aos poucos estou perdendo o jeito de sonhar. O sonhar de agora se tornou uma prática excessivamente desesperadora e, por vezes, sombria demais para ser encarada.


A cada sonho, atrevidamente sonhado, repercute em mim um abalo sísmico, atordoado e com o peso de toneladas sobre meu pobre e podre corpo minguado.


Sonhar agora, dói como dói o rancar de dedos. E cada vez mais, o meu grande lema: "Apology to the dreams", vai sendo esquecido. Não é mais lema é um ato clandestino, criminoso; prática mentirosa e dorida.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Cólera




E hoje eu acordei colérico.
Eu quero ir embora.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Trecho do "Algo"

Estava no meu mais profundo Hiato. De tão forte, nem comia. Meu Deus, quando não consigo escrever uma só palavra meu punho cai no chão, feito uma fruta podre que não mais merece ser sustentada pela árvore. Eu percebo, em tais momentos silenciosos, que sou/era a cor incolor. Não que, abruptamente, me transformei na cor mais quente das cores, mas a incolossidão está, aos poucos, sendo substituída por pequenos fragmentos de cor azulidão e vermelhedor.
:Trecho de algo que tenho chamado de romance meu. Tenho escrito bastante e, como algo que não sei explicar, tenho gostado de muita coisa que tem saido desse meu cérebro-coração torto.


terça-feira, 4 de agosto de 2009


Estou me tornando um mutante. Poder especial que nunca imaginei: Mutante de com dois cérebros numa só cabeça.

Eu não aceito. Tampouco é refutável. E pensar que desejava eu somente que asas brotassem em mim; voarrrrr no ar, voar do arrrrrr para o arr.

Nunca serei o pontinho sem graça no céu, feito papel ao léu. Very well!

sábado, 1 de agosto de 2009


...Hoje é domingo e é um dia escrivelmente escritível. Escrever, escrever, escrever. Quando quem sente “isto”, “sei lá o quê” quando se acorda num dia escritível, de duas uma, ou seu corpo se transforma, só com os abalos, e você se torna ainda mais mutante – podendo correr o risco de nascer uma outra cabeça com um outro cérebro, ou simplesmente esvazia-se como oxigênio sendo liberado depois de permanecer horas preso, e assim, perceber que um pouco de vida se esvai na imensidão do ar. Qual a melhor opção? ... Ser ou estar sendo um borboleta morta? Sempre ter sido?