
Aos poucos estou perdendo o jeito de sonhar. O sonhar de agora se tornou uma prática excessivamente desesperadora e, por vezes, sombria demais para ser encarada.
A cada sonho, atrevidamente sonhado, repercute em mim um abalo sísmico, atordoado e com o peso de toneladas sobre meu pobre e podre corpo minguado.
Sonhar agora, dói como dói o rancar de dedos. E cada vez mais, o meu grande lema: "Apology to the dreams", vai sendo esquecido. Não é mais lema é um ato clandestino, criminoso; prática mentirosa e dorida.



