sexta-feira, 2 de novembro de 2012


Acordei cedo neste dia quente com um grito furioso entregue a minha mãe. Um não descompensado, fora de ritmo, de tom, de pensar. Acordei meio sei lá, desnorteado, culpado pelo crime da impaciência. Meio saudade, meio furação. Meio poesia, meio prisão de mim. Ainda não tomei banho, não tirei a roupa de ontem. Não me exercitei e comi todas as calorias contidas num pote de sorvete de creme. E assim estou perdido de forma passageira (?). Hoje eu queria estar num abraço carinhoso do outro e esse outro, mãe, é do gênero masculino, e o abraço, seria intenso e divertido, livre e selvagem. Perdão, mãe, seu filho não presta.

Um comentário:

Larissa disse...

Perdão, filho, mas sua mãe não deve saber que esse filho escreveu uma das coisas mais belas do meu dia:

Meio saudade, meio furação. Meio poesia, meio prisão de mim.

Se isso é não prestar, eu já não sei de mais nada.