terça-feira, 3 de maio de 2011

Da (In)conclusão em Hiato.

Estou seco para a escrita, novamente e novamente. No fundo (e no raso), odeio quando isso me acontece, isso insiste em perturbar as minhas noites  - que se tornam mais e mais silenciosas. Nada saí, nada vibra. Há impaciência e tudo fica incolor. Escrever é droga para poucos, e loucos são aqueles que insistem em se drogar tão fortemente com essa brincadeira chamada: palavras.
...

Foda-se, meu amigo "limpinho", sou do estrago mesmo! Vivo-escrevo intensamente e ninguém ouse me parar. Escrita é o que me cerca, me ronda, me salva, me cospe no meio da cara. Escrever é ser eu. Eu escrevo porque me salvo, me sujo e me sinto.
Agora vem você, porra de silêncio do caralho, com sua calda longa, riso na cara e sua fala "certinha" de quem consegue me deixar em completo hiato com um simples toque. Foda-se você e esse estado de gente "normal" que também cabe dentro de mim. Já disse, sou do estrago!
Ah, e que fique bem claro, não escrevo pra dizer que posso, ou mostrar algo, tampouco, pra dizer que sei ser alguma coisa. Foda-se try again! "Escrevo porque vivo, vivo porque escrevo." 
E vai ser sempre assim, esse movimento perigoso de rotação inconclusa (porque escrever é bem mais desentender-se), e quando eu estiver em hiato, vegetarei como o nada nas sombras e quando a escrita torta votar para os meus braços (como sempre e sempre acontece) eu vou vibrar como um cão faminto que encontrou no lixo o seu alimento do dia. É isso, meu amigo. É justamente isso, entende?.

"quando não escrevo eu simplesmente vegeto"

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