terça-feira, 14 de setembro de 2010

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(e tudo do presente se pautará no verbo querer, em sua forma mais imperativa possível). Estou pronto para o descaso. Encontro-me com os olhos no chão, latência pura e desorganização. Preciso de mão, pé, coração amigo. Creio que já é hora de gritar novamente por uma realidade inventada, não é?
- QUERO UMA REALIDADE INVENTADA!
(Tenho tantas coisas a serem ditas, mas nada consigo dizer. Encontro-me em desordem TOTAL. Preciso ser salvo, com URGÊNCIA)

Penso que dentro de minha casca não tem um bicho: Tem um silêncio feroz.
(Manoel de Barros)

3 comentários:

Sylvia disse...

"[...] pois a enfermidade [...] é,hoje o percebo, não o capricho de um solitário, mas a enfermidade do próprio tempo, a neurose daquela geração a que pertencia [...] neurose que não atacava em absoluto os débeis e insignificantes, mas precisamente os fortes, os mais espirituais, os mais fortes [...]"
moi aussi, mon amour, je te comprends...

Bruno Dezinho disse...

Façamos como os poetas árcades, e inventemos uma realidade. Cantemos nossas Marílias, sejamos pastores. Finjamos nossa dor, como sugere Fernando Pessoa. Inventemos uma realidade que nos ajude a entender melhor a realidade nossa verdadeira.

Analice Lean disse...

Só o devaneio pode nos salvar.