segunda-feira, 23 de novembro de 2009


Na era dos avanços tecnológicos, dizer “Amor”, repetidamente, tornou-se uma prática que nem mais trabalho se exige: escreve-se apenas uma vez e, em seguida, as teclas Ctrl C e Ctrl V entrarão em ação. Tem-se então, quilômetros de amor escrito no qual a intenção é demonstrar – mimeticamente - sinestesicamente ao outro, que o "Amor" em du, tri, quadruplicidade transcrita, ali,  na folha de papel é, na verdade, o que há por trás de todo um jogo de gato e rato cansado. Claro, não sendo percebido nem praticado por todos. Mas sinta, enganadamente ou não, e acredite, enganadamente ou não, todo o sentido "profícuo" do ato sem a exigência de todo e qualquer esforço, quem quiser.
Sofrer pode também ser representado nessa nova era de tecnologias avançadas, mas se for pra mim, por favor, escreve somente em letras mínimas e no cantinho da folha. E ah, escreve apenas uma vez.
Obrigado, agradeço desde já,
Magno Almeida.

domingo, 8 de novembro de 2009

Domingo silêncio


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Sinto que brevemente me desesperarei ainda mais. O bolo alimentar não entra, os compromissos não andam, logo vão me engolir vivo, a leitura estagnou e o meu Eu é mais vazio que uma bolha de ar caminhando no mundo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Uma das muitas páginas

(...)Sinto como se eu não fosse ninguém e que viver já é o próprio fardo de auto se carregar dolosamente. Eu não me agüento mais. Sou um ser humano oco, que não se enxerga ao olhar-se no espelho. Nada é visto, tudo é turvamente embaraçador. E não existe nada por trás dos meus olhos. Tenho alma pesada que não sabe se comportar direito, e ao mesmo tempo que é inquieta e desorganizada, é frágil e incolor. Porém sempre atrapalha os outros, o caminhar progressivo dos outros.


Tenho desacreditado na existência das coisas e nem ao amar, consigo mais atribuir um sentido como antes. Procuro um sentindo que torne a minha alma mais leve, e que assim, eu não tenha mais a obrigação de me rastejar pelo chão, mas simplesmente ler levado pelo ar, seguindo a direção do acaso, como o lançar de dados, como um lançar de dardos.

E o amor deveria ser a salvação e acreditável como uma poesia de sentimentos pungentes, mas até a escrita é falsa e sabendo disso volto à estaca zero. Hoje ele me é traduzido como uma doença, não rara, tampouco sem salvação, mas uma doença que, de qualquer forma, concerne danos ao bem estar deixando sequelas. Como se vive longe de alguém que é essencial a sua existência de pé?

Talvez seja indo simplesmente embora, sem bater a porta, sem olhar para trás. Fingindo viver e quando der por si, já estar bem distante da vida.

Eu estou com frio e cansando demais. Suportar agora dói e torna-se algo não entendível. Não há apatia entre mim e o que meus olhos se tornaram e continuam se tornando depois desse brilho diferente que possui. Brilho que assusta e que escorre.

Sabe qual o meu outro maior problema? Persistir em encontrar um sentido à minha vida vivendo com os outros. Os outros quem decidem qual a partícula de sentindo me darão para eu preencher o todo. Sou um ser dos outros e dos sonhos, como já falei.