sábado, 26 de setembro de 2009

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Acordei com você do meu lado, em meu quarto, sôfrego, e no dia anterior me sentindo mais vazio dos seres. Abria os olhos e estava lá você, do meu lado, com um chocolate em minha direção. Eu, sem reação - pois não espera e tinha lá as minhas dúvidas se era real -, parado estava parado ficava. Você então deitava, sem fala nada para o mundo, falava apenas em meu ouvido: posso deitar, meu garoto? E o meu sorriso meio que de lado, meio que sem ação e sem graça era a respota do todo. Deitou, encostou em mim, olhou dentro de meu olhos. Beijou-me como antes. Prendi o choro - lágrima nenhuma iria transmitir o meu vazio naquele momento - mas, inveitavelmente, lágrimas de felicidade foram expulsas com tamanha velocidade, sutis, intensamente. Nos beijamos com tamanho ardor que jurei por na cabeça que depois que tudo acontecesse, teria eu medo de mim mesmo de tão loucamente que me entreguei.
- eu estou quente, muito quente mesmo. É você do meu lado. Não creio que estou te sentindo novamente. Eu estou entrando dentro de você com os meus olhos também. Meu coração enlouquece. Eu quero falar mas não sei o que dizer.

- sente.

- sonho acordado? Me fala, sou bobo demais pra perceber sozinho.

- está sentindo?

- sim.

- não importa então, realidade ou irrealidade, sentes, sentir é o mais importante. Sente.
- novamente, e creio que sou uma pessoa de muita sorte, já sei como é estar no céu, pela segunda vez.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O direito ao grito



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Você já esteve, ao menos por frações de segundos, a pensar que estava ficando louco? Pois eu definitivamente tenho me familiarizado com tal pensamento a cada tic-tac.
Eu sinto que devo ler diversas coisas, devo pensar em trilhões de “salvação” para minha alma, devo assistir a todas as aulas sobre tudo da língua, aprender e ficar em paz. Devo ser e seguir o tão horripilante “padrão cor de rosa” do mundo. Eu sinto, eu devo, eu quero, meu Deus, isso tudo necessitaria acabar.
Eu somente estou pronto para gritar o mais alto que minhas cordas vocais possam aguentar. Eu preciso urgentemente desesperamente gritar o mais alto, meu Deus!
Eu mereço socorro, eu mereço perdão, eu mereço tudo que me faça melhorar e me tirar da certeza de que eu definitivamente estou enlouquecendo, definhando, cansado demais, eu estou morrendo...
Cheguei a um ponto em que não consigo (eu mesmo não consigo, meu Deus) distinguir se meu grito é de lamento, socorro, ou de morte definitiva - pois morte aos poucos, pedacinhos, eu já tenho sofrido/vivido e tem sido tao ruim...ruim demais. Eu não consigo nem dizer quem eu sou, se é que sou o já fui alguém. Eu só sei que eu não sei.
Tudo em mim é tão amor.
Eu tenho tudo e quase todos e mesmo assim eu só quero gritar e ninguem vê, meu Deus, me salva.
Eu preciso gritar nem que seja o meu único-último grito presenteando ou aterrorizando o mundo. Eu preciso gritar, quem sabe assim, eu poderei ir embora em paz, mesmo não tendo certeza alguma do que significa esse “ir embora”. So tenho a certeza que tal “embora” não constitui uma aglutinação de em+boa+hora. Disso tenho certeza!
(voltei a escrever poesias. Tenho agora, uma coleção delas, somam mais de 40, isso tudo em dois dias. Tenho escrito, tenho me salvado, tenho estado calmo.).

domingo, 13 de setembro de 2009

Um grito de perdão.

Na última Sexta-Feira eu literalmente morri. Fui capaz de fazer, acredito eu, a maior loucura que poderia ter feito a mim. Até então, dizia sempre a todos os mais próximos que eu não tinha mais medo de nada, estava assustado por não ter mais medos e queria ir embora.
Encontro-me agora no estado mais inerte em que já me encontrei e já posso dizer que estou vivo, mesmo ainda não me sentindo completamente, e que aprendi  e destrui muitas coisas que antes gritavam muito forte dentro de mim, não me fazendo bem.
Eu tive que morrer para saber que preciso permanecer vivo. Ainda não sei muito bem, mas preciso.
Estive morto enquanto estava deitado no colo da minha irmã, que estava desesperada, dentro do carro em direção ao Hospital mais próximo. Nesse momento eu literalmente morri e só conseguia ver as luzes da cidade batendo em meu rosto, em meu rosto, em meu rosto.
Eu devo um pedido de desculpa a todos que se preocuparam comigo, pois no fundo eu não tenho o direito de deixar todos no chão, eu não tenho esse direito. Eu não tenho o direito de ferir as pessoas com a minha ausência, como tentei fazer. Peço desculpas, devo desculpas a todos que choraram e gritaram por mim; e eu simplesmente fui o mais egoísta pensando em ir embora da forma mais dolorida, não pra mim, mas para os outros.
Eu espero que todos possam me desculpar um dia.
Podem ficar calmos,eu não farei mais, ou ao menos sinto isso. Eu simplesmente só vou escrever,vou escrever tudo para poder me entender cada vez e cada dia mais, pois eu só vivo porque escrevo.
Espero que todos possam me desculpar um dia.
Magno Almeida.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

I'm Cold

Ando meio mirabolante e ousado, e como sempre, quando mudo de comportamento, um vulcão entra em erupção. Tenho pensando em me enganar ainda mais saindo totalmente da minha vida, criando dois personagens que ficariam responsáveis pelo o meu simples-complexo viver: Tristeza e Contente. Eles viverão por mim e essa cansada fase enfadonha que é viver, chegará ao fim e não pela morte ditando as regras, mas sim, uma simples-complexa ausência de mim e .


A ausência (nome forte, não é?) já tem dado sinal de vida, não tenho sentido as minhas lágrimas, estou me decompondo da matéria, porém, como irei criar e dar vida e viver por conta de Tristeza e Contente então, eles que suportem a dor e eu somente escreverei e disso tudo já concluo que será uma aliança interessante, eles vivem por mim, carregando a minha cólera e eu os crio. Troca muito justa: Tristeza toma cólera aos litros, Contente finge que não aprecia uma bela dose de pungência, e eu somente os crio, inertemente.


Eu estou com frio e preciso agora parir dois Eu.


...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Eu definitivamente não estou bem. Nada tem feito sentido e mostrado gosto.
E o doer é o próprio existir.
Alguém me salva, por favor, pois sozinho já não tenho conseguido mais.Tudo torna-se mais prerigoso, até o próprio existir corre perigo. Já faz tempo que não pussuo mais medo de nada...