terça-feira, 31 de março de 2009




LONDRES, Reino Unido (AFP) - O filho dos poetas Ted Hughes e Sylvia Plath, Nicholas Hughes, cometeu suicídio na semana passada, 46 anos depois da mãe ter se matado, noticia o jornal londrino The Times.


Nicholas Hughes, que sofria de depressão, se matou dentro de casa no estado americano do Alasca, informou a irmã dele ao periódico.
Nicholas Hughes era professor de ictiologia e ciências oceânicas na Universidade do Alasca-Fairbanks, mas recentemente havia renunciado ao cargo para instalar uma oficina de cerâmica em casa.
"Com profundo pesar devo anunciar a morte de meu irmão, Nicholas Hughes, que tirou a própria vida em 16 de março de 2009 em sua casa no Alasca", afirma Frieda Hughes em um anúncio publicado pelo Times.
Nicholas Hugues era solteiro e não tinha filhos.
Sua mãe, Sylvia Plath, americana, cometeu suicídio em fevereiro de 1963 ao deixar aberto o gás da cozinha de casa, depois de ter vedado com toalhas o quarto dos filhos.
Ted Hughes, britânico, morreu em 1998, depois de ter vivenciado outra tragédia, quando sua companheira Assia Wevill também cometeu suicídio com gás, matando ao mesmo tempo a filha do casal, em 23 de março de 1969.
Vários críticos acusaram durante muito tempo Hughes, por suas infidelidades conjugais, de ter sido a causa da morte da esposa.
O escritor inglês evitou durante anos comentar publicamente a morte de Plath, até publicar, pouco antes da morte, Cartas de Aniversário, uma obra na qual recorda os sentimentos da época.
Alguns críticos literários lamentam ainda que boa parte da notoriedade de Sylvia Plath se dever às circunstâncias de sua morte, e não a suas obras.

quinta-feira, 26 de março de 2009

um gênio, simplesmente


“Desde criança tive a tendência para criar em meu torno um mundo fictício, de me cercar de amigos e conhecidos que nunca existiram. (Não sei, bem entendido, se realmente não existiram, ou se sou eu que não existo. Nestas coisas, como em todas, não devemos ser dogmáticos.) Desde que me conheço como aquilo a que chamo eu, me lembro de precisar mentalmente em figuras, movimentos, carácter e história, várias figuras irreais que para mim eram tão visíveis e minhas como as coisas a que chamamos, porventura abusivamente, a vida real. Esta tendência, que me vem desde que me lembro de ser eu, tem-me acompanhado sempre, mudando um pouco o tipo de música com que me encanta, mas não alterando nunca a sua maneira de encantar (...) E assim arranjei, e propaguei, vários amigos e conhecidos que nunca existiram, mas que ainda hoje, a perto de trinta anos de distância, oiço, sinto, vejo. Repito: oiço, sinto, vejo... E tenho saudades deles”

Trecho de uma carta de Fernando Pessoa a Adolfo Casais Monteiro.
-Meus mergulhos agora, estão no mar Fernando Pessoa.

terça-feira, 24 de março de 2009

Já sinto.


Sempre me perco por mundos fictícios. Ontem, voltei a superfície (depois de quase duas semanas submergido em Kathetine Mansfield) e já consigo respirar melhor. Estou bem, estou . Percebi que determinadas coisas em meu cotidiano necessariamente precisam mudar, delimitei isso, já sinto resultado. Acredito que a conseqüência disso tudo é um viver melhor. Já sinto resultado.
Tenho caminhando um pouco pela introspecção e preciso escrever alguma coisa. É engraçado, é como se eu sentisse dentro de mim que alguma coisa está sendo processada, para daqui uns dias, eu conceber vida. Já sinto.

sábado, 21 de março de 2009


"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca!"

quinta-feira, 19 de março de 2009

SHELTER







São 11 horas e 32 minutos. Acabei de assistir a este filme, Shelter.
O filme não tem nenhum artifício megalomaníaco que chame a atenção de uma academia Hollywoodiana, até porque este não é o alvo.
É melhor eu não discorrer do que se trata o filme em si; deixar as pessoas curiosas é a melhor forma de fazer com que elas provem algo. Não nego que queria que todos assistissem. E tenho a intenção de dividir com todos sem preconceitos e de sensibilidade humana.
Este filme, só aguçou ainda mais em mim, a vontade gritante de gritar pra todo mundo que vale a pena amar, independentemente das circunstâncias, cores, sexo.
Hoje sairei de casa para a faculdade com a alma mais leve, sabendo que desempenho bem o meu papel de humano. Isso é forte!
É isso. Este é um filme que vale a pena.

domingo, 15 de março de 2009

Meu Caos Poético




Não sei explicar, ou ainda esteja muito confuso para escrever algo sobre isto que estou escrevendo-sentindo. Mas acredito que toda a normalidade de um domingo "parado" (que a principio não era para ser "parado") que me invade neste momento, se dê não por consequências de meus atos, mas sim, de outros. O domingo não está triste, ele apenas está de uma forma que não era para estar. Porém, talvez seja ainda muito cedo, cronologicamente falando, para se tirar uma conclusão do domingo.
Apesar de tudo, eu não posso deixar de escrever, e dedicar este post a pessoa que tem me feito um ser humano. Porra, isso é muito forte! É proposital. Meu deus!
E hoje completa um ano, mas antes já havia completado um ano, e vibramos.
E você me deixa completamente feliz, como pouquíssimas coisas desse mundo. E você me faz tão bem que tenho certeza que não tens noção quão é forte isso.
Eu te amo e isso é a coisa mais forte que eu, enquanto um boneco de pano, já senti. Amo, solamente.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Uma voz de Anjo





















Pretendi, com este blog, não sair postando comentários a cerca de filmes ou música. Ele serve como desabafo mesmo, ou mais uma espécie de diário. Porém, desde ontem que meus ouvidos e mente, não conseguem escutar outra coisa, se não, Lisa Hannigan. E por isso, não poderia deixar de expor para todos um algo tão perfeito. E quero com isto, fazer com que vocês sintam o que seja flutuar por uns segundos, claro, de olhos fechados.
Ela ficou conhecida como acompanhante de Damien Rice, em seus discos.
Ela é uma espécie de ser humano com voz de anjo, que quando chega aos ouvidos, ao menos nos meus, dilacera-me, flutuo, nao me encontro aqui. Não nego que seu universo musical é permeado por pinceladas de tristeza, melancolia e afins. Acredito que é por tais pinceladas que a sonoridade do produto final tem o peso que tem.
Ela tem voz de anjo, seja lá o que isso quer dizer.

-Segue nos comentarios, links para o cd, musicas avulsas, ao vivo etc.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Essa deve ser a sensação de estar no céu. E só por um abraço teu.

domingo, 1 de março de 2009

Não por ser um domingo.


Estou definhando, estou caminhando para o mais profundo do meu Eu que está debilitado. Isso dói e às vezes não chego à conclusão alguma. Hoje me sinto o mais patético dos seres, um lixo humano, uma sacola de supermercado que voa no ar, sem finalidade; Uma vontade de sumi do mundo e ao mesmo tempo tirar isso de dentro de mim com as minhas próprias mãos.Fazia tempo que não sentia isso, e depois de segurar por três dias, ontem desabei e não me aliviei; e o que escrevi me animou, mas agora vejo que foi um pseudo-alívio que senti no momento.